Que turma é essa? Que curso é esse?

A vida me oportunizou participar de vários cursos. Várias turmas. Vários aprendizados. Em cada momento uma experiência, uma vivência. Mas esta turma e este curso foram singulares.

Ao chegar nesta turma, a expectativa era bastante alta. Por que alta?

Porque vivemos em mundo de transformações muito rápidas, com muitas informações, onde há uma senha para participar desta “tribo” que está surfando nas ondas destas mudanças: “Inovação”. E Design Thinking é “Inovação com foco no ser humano”. Vamos aprender então neste curso como “surfar” nesta onda. E se possível, nos manter na sua crista.

E aí foi paixão à primeira vista. Nos vimos, nos compromissamos e nos respeitamos.

Peguei a minha prancha e encontrei todo mundo com a sua. E naturalmente, deu medo. O mar é para os “fortes”. As ondas não te distinguem de quem tem experiência de quem não tem. Ela está lá. É como a vida. É encarar ou se encolher. E deixar a onda passar… Mas se “quem está na chuva é para se molhar” então a nossa opção foi “vamos encarar esta onda”.

Como todo aprendizado, o começo foi com as marolas. E nada simples. Você vive se desequilibrando e toma umas boas quedas. E aí começa a mágica. Porque diferente do surfe, que é um esporte individual, aqui é tudo coletivo. Você nunca está sozinho nos seus medos, nas suas dúvidas. Se a onda aqui te “derruba”, cai todo mundo e todo mundo se levanta junto.

Fomos entendendo esta tal de empatia e de colaboratividade na prática. Nas dificuldades. Em cada queda. E principalmente, em cada levantada, em cada surfada. Sim, já conseguíamos nos equilibrar na prancha. As pernas ainda tremem. Olha a onda… E caímos de novo…

E assim foi. De onda em onda (ou seria de marola em marola?) Projeto 1, projeto 2, projeto 3. Todos sobreviveram. E o premio então será “surfar na onda” do projeto 4. Chegou a hora de sair do raso e buscar as ondas maiores. E ninguém titubeou. Quantas quedas. Quantos “estabacos”. Mais incertezas. Chega então o dia da apresentação final.

O cliente esperando ser surpreendido por um “bailado” diferente de cada equipe. Uma coreografia que o possa encantar. Não é uma competição. Não há julgamento para descobrir o melhor grupo. O cliente pode “misturar” o bailado de cada grupo e produzir a solução que melhor o atende.

A cada apresentação final sentíamos que cada grupo tinha descoberto como “domar” a onda. Olhares, gestos, corações e almas. O cliente se disse encantado. E nos encantamos juntos. Este é o prêmio pelo qual todos nós trabalhamos. E valeu a pena.

E assim, nos (des)formamos. Com muitas perspectivas, mas principalmente, com uma enorme vontade de fazer diferença neste mundo que nos abriga. Que venham os desafios. “Somos todos Designers.”



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