Aprendizados no mundo corporativo III

Ao fazer uma retrospectiva de alguns dos meus aprendizados na vida corporativa, ou mesmo fora dela, já que a vida não se divide em compartimentos, confirmo o quanto podemos fazer diferença na vida das pessoas. Uma palavra, uma atenção que dispensamos a quem nos fala, a quem nos procura, podem ser decisivos e até mesmo se tornarem inesquecíveis.

Eu vivia um momento complicado, daqueles que você só está na empresa por causa dos seus compromissos financeiros. Eu não encontrava propósito nas atividades sob minha responsabilidade. Vivia uma grande rotina. A maioria de nós precisa de desafios. De algo que nos faça crescer. Que valha a pena. Você já passou por isso?

A empresa havia contratado uma consultoria para realizar uma série de projetos. E então fui chamado pelos consultores para um dos projetos com objetivo de diminuir custos.

Fiquei incomodado: “Eu vou tocar o projeto e depois a consultoria é quem vai levar os louros. “É brincadeira”, pensei. E para “piorar”, o que me caberia realizar era uma atividade que não me empolgava.

Embora desmotivado, fiz valer o que sempre acreditei, que devemos fazer o nosso melhor.

E assim, arregacei as mangas e fui à luta. Levantamento de dados, tudo na cabeça das pessoas, nada escrito. O único jeito foi verificar “in loco”, neste caso, ir para a rua checar itinerários. E assim foi. O projeto foi satisfatoriamente concluído.

O gerente da consultoria, uma pessoa com que eu, por preconceito não simpatizava, acabou se tornando meu amigo. E foi em um rápido encontro no corredor da empresa, depois da minha participação nesse projeto, que ele fez algo que foi transformador para mim. Segurou no meu crachá e disse: “Você precisa subir o seu crachá”.

Não parei para pensar nisso, mas a frase teve um efeito muito positivo.

Na semana seguinte eu fui procurar um MBA e me matriculei. Ainda fiquei dois anos na empresa, mas a desmotivação sumiu como por encanto. E outros projetos surgiram. Assim é que minha atenção foi despertada para esta área: Gerenciamento de Projetos.

Ao observar a minha trajetória, não tenho dúvida de que aquela frase: “Você precisa subir o seu crachá” foi um marco, um divisor de águas. E realmente a partir daí tive um crescimento bastante significativo na minha carreira profissional. E apenas uma frase fez tanta diferença.

Há pouco tempo vi um pensamento do Mario Cortella que me lembrou desta minha experiência:

“Não é o melhor do mundo. É o teu melhor na condição que você tem enquanto não tem condições melhores para fazer melhor ainda. Pergunto de novo, mas não responda ainda, você está fazendo o teu possível ou o teu melhor? Porque se você ou eu podendo fazer o meu melhor, me contento com o possível, eu caio num lugar perigoso chamado ‘mediocridade’. Uma pessoa medíocre é aquela que é morna. Que está na média. Que não é quente e nem fria”

Aí eu te pergunto: Nas oportunidades de relacionamentos na sua vida você tem incentivado as pessoas? Tem dado feedback?

E será que não está na hora de hora de você “subir o seu crachá”? Mas primeiro, sugiro que você faça o seu melhor. Sempre.



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